naquela noite em que eu deitei e dormi de roupa
você ao meu lado na cama
contorcia-se em pesadelos contumazes
em que vivia uma deformação bizarra em teu corpo de homem:
suas forças se esvaiam!
como eu poderia entrar em teu sono,
delírio meticulosamente montado
em torno de todas as realidades fantasiosas
e todas a fantasias reais?
deitei e dormi, então
exausta.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
das sensações do amor II: oposições frontais
enquanto eu engordo meu mundo irreal, você pede faminto por alguma lei que separe o amor da morte.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
das sensações do amor: o risco da queda livre
não gostaria de me jogar
sem saber se estará no chão a me resgatar
e impedir minha queda dura e mortal
gostaria de um pôr do sol ao seu lado:
sentados no topo da colina
preparados para voar juntos por entre a escuridão.
sem saber se estará no chão a me resgatar
e impedir minha queda dura e mortal
gostaria de um pôr do sol ao seu lado:
sentados no topo da colina
preparados para voar juntos por entre a escuridão.
sábado, 29 de setembro de 2012
casa
Sanduíche de rosbife, picles e molho tártaro
Igmar Bergman
vamos a Boston ou chapada Diamantina?
Puffolandia ou Puff Dady?
chá, cerveja, cachaça... tanto faz
afundar-se em seu ninho é tão bom;
isolemos-nos, por hoje, dos estranhos mundos.
Igmar Bergman
vamos a Boston ou chapada Diamantina?
Puffolandia ou Puff Dady?
chá, cerveja, cachaça... tanto faz
afundar-se em seu ninho é tão bom;
isolemos-nos, por hoje, dos estranhos mundos.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
eu só
Aqui nesse apartamento
luzes laranja
vida virada do avesso
um corpo que se desincorpora em aflição
como um santo caído do céu sobre terra deserta
alguma lágrima permitiria proteção
invólucro líquido ao redor dos olhos
pálpebras pesadas diriam: dorme
apaga-te deste inferno!
a dor de vê-lo precisar se rasgar
entrincheirado entre uma promessa e uma urgência
penetra-me devagar
silenciosamente, através de meu sono
aqui nesse apartamento
o silêncio de ser um só
é mais grave
do que o medo de perder amor.
luzes laranja
vida virada do avesso
um corpo que se desincorpora em aflição
como um santo caído do céu sobre terra deserta
alguma lágrima permitiria proteção
invólucro líquido ao redor dos olhos
pálpebras pesadas diriam: dorme
apaga-te deste inferno!
a dor de vê-lo precisar se rasgar
entrincheirado entre uma promessa e uma urgência
penetra-me devagar
silenciosamente, através de meu sono
aqui nesse apartamento
o silêncio de ser um só
é mais grave
do que o medo de perder amor.
domingo, 16 de setembro de 2012
sedução
Me dá um beijo
assim sem momento quente
sem saber se é sexo
sem saber se vai ou fica
Eu te peço assim
como tua mulher
rainha, poderosa
meio puta, meio escrava
Me dá um beijo
e leve-se daqui
enquanto eu me aconchego
no topo do nosso castelo.
assim sem momento quente
sem saber se é sexo
sem saber se vai ou fica
Eu te peço assim
como tua mulher
rainha, poderosa
meio puta, meio escrava
Me dá um beijo
e leve-se daqui
enquanto eu me aconchego
no topo do nosso castelo.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Roubo
cada pedaço de mim que te pertence
confunde-se com os teus
levo teu corpo comigo a cada hora sem ti
e brigo pelos pedaços que já eram meus
(porque eu me lembro: eu existi antes de ti)
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