domingo, 22 de maio de 2011

palavras não pronunciadas de um cão

sentado em frente ao fogo ardente, rodeado pela suavidade de um domingo romântico, pelo ar da montanha, cheiro fresco de madeira das lenhas que queimam, estômago preenchido de comida e outros quitutes.

encontro a maciez de um tapete mais felpudo do que aquilo que lembro de minha mãe. (que lindo encontro!)

a noite cai fria, eles se amam e me abrem espaço entre eles.

vivo, sem consciência da perfeição do mundo, a fina e delicada combinação entre minha existência canina e a outra existencia - a dos humanos. (ou, em minha concepção, animais bípedes cuja preguiça e gulodísse me soam quase-idênticas às minhas)

se o mundo acabasse, feliz estaria eu por aqui.
morramos entre bichos, natureza e prazer!
(só espero não haver estrondos - tenho medo de trovão...)

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